‘Tudo dentro do previsto’, diz Paulo Guedes sobre resultado do PIB de 2019

"À medida que as reformas vão acontecendo, e elas vão ser implementadas, o Brasil vai reacelerando. Então, está tudo dentro do previsto. Eu nem entendi essa comoção toda: 'Ah, 1,1%'. O que que eles esperavam? Era 1% que nós tínhamos dito que ia crescer no primeiro ano. No segundo ano, a gente acha que é acima de 2%, prosseguindo com as reformas", declarou o ministro.

Depois o presidente Jair Bolsonaro também foi questionado sobre o tema. Disse que, apesar da crise do coronavírus, a expectativa é que em 2020 o PIB melhore. Questionado sobre como o governo avalia ter previsto o dobro de crescimento, o presidente respondeu:

De acordo com os dados do IBGE, o consumo das famílias cresceu pelo terceiro ano seguido em 2019 e ajudou a sustentar, mais uma vez, a expansão do PIB. As compras, porém, perderam fôlego diante da baixa confiança das pessoas no mercado de trabalho.

Também nesta quarta, logo após participar de um evento com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, Paulo Guedes reafirmou que a estimativa é que a economia brasileira cresça 2% em 2020.

Segundo o ministro, o PIB dos últimos trimestres de 2019, na comparação com o mesmo período de 2018, indica que a economia está "reacelerando". Para Guedes, se o governo conseguir aprovar outras reformas no Congresso, será possível atingir o percentual de 2%.

"Se você pegar o quarto trimestre do ano passado, sobre o quarto trimestre de 2018, 1,70%, estava quase chegando em 2%. A economia brasileira está claramente reacelerando. Se nós mantivermos as reformas, ela vai crescer os 2%, um pouco até acima dos 2% que nós estamos esperando. Esperávamos 1%, veio 1,1%. Se as reformas continuam nós achamos que vamos passar de 2%", disse o ministro.

Questionado sobre o impacto do surto de coronavírus na China, principal parceria comercial do Brasil, Guedes admitiu eventuais prejuízos, mas ressaltou que o Brasil tem dinâmica própria de crescimento, que poderá ser acelerada com as reformas.

"O Brasil tem sua própria dinâmica de crescimento. Se nós fizermos as nossas reformas, nós vamos reacelerar o nosso crescimento econômico independentemente do coronavírus. Vai atrapalhar um pouco, mas nós temos potência suficiente para superar esse efeito", completou.

"A dinâmica do ano passado, separada por semestres, mostra um segundo mais forte e dinâmico do que o primeiro. Porque aprovamos a maior reforma paramétrica da reforma da previdência no Brasil. Veja a dificuldade de outros países. E medidas como o FGTS, que antecipamos a devolução de R$ 43 bilhões", declarou.

Para este ano, o secretário afirmou que é importante manter a agenda de reformas, com a votação da PEC dos fundos públicos, além das PECs da emergência fiscal, do pacto federativo, e mudanças no regime de recuperação fiscal dos estados. Também defendeu a aprovação das reformas administrativa e tributária.

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